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Artigo sobre análise de solo e podas no cafeeiro

26/07/2017

Após a colheita do café, lembramos de dois processos na cultura do cafeeiro: um deles é a retirada da amostra para a análise de solo, que se ainda não realizada, deve ocorrer o mais cedo possível, visto que a análise de solo (Figura 1) é essencial para a verificação da necessidade de calcário e realização do plano de adubação (recomendação dos fertilizantes). Se necessária a aplicação do calcário, para que a mesma seja eficiente, deve-se realiza-la 60 dias antes da adubação. Outro ponto é que nesse período acontece as feiras realizadas pelas cooperativas, a exemplo da Feira COCATREL que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de setembro, onde é possível conseguir condições diferenciadas na compra de fertilizantes.

Lembre-se sempre que:

  • não existe recomendação sem análise de solo;

  • não se deve comprar fertilizantes sem o plano de adubação (ou a recomendação);

  • não se deve aplicar o fertilizante sem aguardar no mínimo 60 dias da aplicação do calcário.

Qualquer dúvida quanto a retirada das amostras de solo, entre em contato com o Departamento Técnico da COCATREL, pelos telefones 3265 5175 ou 3265 3505.

 

Figura 1- Amostras de solo recebidas pelo laboratório da COCATREL e início do procedimento para análise do solo

 

Outro ponto de interesse a ser verificado nesse momento é a necessidade de podas no cafeeiro. O manejo de podas sofre influência da variedade de café plantada, do espaçamento, porte e arquitetura das plantas e da forma que a mesma se encontra após a colheita (vigorosa ou depauperada). Cafeeiros de variedades de porte alto, como Mundo Novo, Bourbon e outros, exigem podas mais frequentes para redução de altura de plantas (tipo decote, com ou sem esqueletamento) e para eliminar cinturamentos ou deformações de copa, devidos a stress maior nesses materiais, seja por déficits hídricos, por ataques de doenças ou por deficiências nutricionais. 

 

A escolha do melhor tipo de poda depende de diversos fatores, podendo se optar pelo:

- Esqueletamento: consiste no corte dos ramos produtivos a uma distância média de 30 cm do tronco principal juntamente com um corte no ramo ortotrópico (principal) a 1,7 a 2,0 metros de altura (imagem 2). No ano seguinte o cafeeiro irá apenas vegetar, não apresentando produção, porém no segundo ano após o corte, costuma-se apresentar altas produtividades que muitas vezes compensam o ano sem produção. Por esse motivo, esse tipo de poda também é chamado de safra zero.

 

 Imagem 2- Esquema da poda tipo esqueletamento e cafeeiro submetido a essa poda

 

- Decote: apresenta como vantagem a redução do tamanho das plantas e renovação da parte superior, porém para apresentar boa eficiência deve-se realizar em lavouras que apresentam boa formação de ramos produtivos inferiores (saia). O decote pode ser alto (2- 2,5 m) ou baixo (1,2- 1,8 m) (imagem 3). No ano após a poda, a lavoura produz uma carga, em geral, menor e dependente da altura do decote. Esta é uma desvantagem do decote já que teremos que colher uma safra pequena de café no ano da poda o que significa produtividade baixa e resulta em alto custo de colheita. No segundo ano após o decote a lavoura apresenta boa conformação de copa que permitirá sucessivas safras de produtividade alta.

 

 

 Imagem 3- Esquema de uma planta submetida a poda tipo decote

 

- Recepa: é a poda mais drástica, de onde são retirados todos os brotos incluindo o tronco que é cortado a uma altura que varia de 0,3 a 0,4 m a 0,5- 0,8 m (recepa com pulmão). A vantagem é a renovação total da parte aérea da lavoura (imagem 4). É recomendada quando houver grande depauperação da lavoura, com perda de ramos laterais produtivos, quando houver forte geada e alto grau de fechamento. A desvantagem da recepa é o alto custo para realização de desbrotas para condução das hastes e pode haver o aparecimento de falhas causadas por plantas que não rebrotam e morrem.

 

Imagem 4- Esquema de uma planta submetida a recepa com uma foto ao lado.

 

- Renovação da lavoura: em casos de lavouras muito velhas com espaçamentos extremamente largos e que resultam baixa população de plantas por hectare, a renovação das lavouras é a melhor alternativa. As áreas de renovação também devem ser muito bem planejadas já que durante aproximadamente 4 anos não irão produzir.

 

 

Colaboração: Thamiris Bandoni Pereira- COCATREL

Referências: Cafepoint- Tipos de poda e seu uso na recuperação de propriedades cafeeiras depauperadas.

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