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Mercado em NY deve tentar sustentar Valorização

             

 

 

             O mercado futuro de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) inicia a última semana de setembro tentando sustentar ganhos das últimas três sessões. Os contratos se recuperam com o enfraquecimento do dólar ante o real e com recompra de posições pelos fundos de investimento.

              A moeda norte-americana, que estava sendo cotada nos níveis mais altos desde o lançamento do Plano Real, em 1994, começou a perder força com declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na quinta-feira. Ele afirmou, durante entrevista, que a estratégia do BC continua sendo a de manter a Selic em 14,25% ao ano por período suficientemente prolongado, e que a volatilidade dos mercados não deve alterar essa estratégia. A moeda norte-americana ficou a R$ 3,969, desvalorização de 1,9% no mesmo período.    

             Embora longe de reverter as tensões dos mercados com os fundamentos políticos e econômicos do País, a queda do dólar teve sequência na sexta-feira, favorecendo algumas commodities. Os futuros de arábica subiram e, nos últimos sete dias, os contratos com vencimento em dezembro/15 acumularam valorização de cerca de 4% (465 pontos), saindo de 118,35 cents no dia 18 para 123,00 cents no dia 25.

             Os fundos de investimento recompraram posição e podem ter reduzido saldo líquido vendido, mas esse movimento só poderá ser verificado no próximo relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC). Isso porque o levantamento divulgado na sexta-feira passada considerou a semana até terça-feira (22).              

             Naquele dia, os fundos de investimento estavam com saldo liquido vendido de 33.328 lotes, em comparação com 31.970 lotes, considerando futuros e opções. Já os fundos de índice passaram de saldo líquido comprado de 25.704 lotes no dia 15 para 25.160 lotes no dia 22. Levando em conta apenas o mercado futuro, os fundos elevaram o saldo líquido vendido de 23.427 lotes para 24.775 lotes no período.

             O mercado de arábica acompanha com atenção o desenvolvimento das floradas nos cafezais brasileiras. Na semana passada, as previsões eram de que as chuvas nesta semana poderiam favorecer a polinização e “pegamento” da floração. No entanto, a World Weather informou que “as chuvas anunciadas podem ser um pouco mais leves e mais erráticas no sul de Minas e no Rio de Janeiro do que o sugerido na quinta-feira da semana passada”. Isso eleva um pouco nível de dúvidas sobre se o volume de água será “suficiente para sustentar a polinização e formação das cerejas de café”, diz a World Weather.

            Pelos indicadores técnicos, os futuros de arábica aliviaram alguns indicadores sobrevendidos. Os contratos romperam a resistência a 120 cents. O próximo objetivo é 127 cents, mas o mercado só deve indicar uma reversão de tendência baixista acima de 130 cents. O suporte é de 116 cents e a mínima de 114,75 cents e 110 cents.

            Os futuros de arábica em Nova York trabalharam no terreno positivo ao longo de toda alcançaram firmeza nas últimas horas do pregão de ontem, acompanhando a desvalorização do dólar. Os contratos com vencimento em dezembro acabaram encerrando em alta de 1,8% (210 pontos), a 118,30 cents. O mercado teve máxima de 117,20 cents (mais 175 pontos). A mínima bateu 114,75 cents (menos 70 pontos).

           Amanhã a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará a terceira estimativa sobre a safra 2015 de café. Na pesquisa anterior, apresentada em junho, a produção de café da safra 2015 foi estimada em 44,28 milhões de sacas de 60 kg beneficiadas. Esse volume corresponde a uma queda de 2,3% em comparação com a safra do ano passado (45,34 milhões de sacas). A safra de arábica foi projetada em 32,91 milhões de sacas, o que corresponde a um aumento de 1,9% em relação ao período anterior (32,31 milhões de sacas). A produção do conilon (robusta) foi projetada em 11,35 milhões de sacas, o que representa uma redução de 13,0% (13,04 milhões de sacas em 2014).

           O mercado físico ficou praticamente parado na sexta-feira. A alta dos contratos futuros na Bolsa de Nova York não foi compensada pela queda do dólar ante o real e as cotações do grão recuaram 10 reais, em média. Os vendedor se afastou do mercado, que ficou travado, informa corretor de Santos (SP). O comentário na praça do litoral que café tipo 6, novo, safra 2015, foi cotado a R$ 475/R$ 485 a saca. O mesmo produto, safra 2014, foi cotado a R$ 465/R$ 475 a saca. Café mais fraco, duro/riado, foi cotado a R$ 410/R$ 415 a saca. Grãos bebida rio são cotados a R$ 345/R$ 350 a saca.

           Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que as cotações do arábica no mercado físico brasileiro subiram na sexta. O indicador Cepea/Esalq do Café Arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 476,73/saca de 60 kg, elevação de 0,95% no dia. Segundo o Cepea, as previsões de chuvas para os próximos dias, que podem auxiliar as floradas nos cafezais, e a oscilação dólar deixaram produtores retraídos.

           As cotações do robusta continuam avançando, mas as vendas ficaram limitadas, pois os produtores aguardam melhor definição do mercado. O indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6 peneira 13 acima, registrou novo recorde nominal, a R$ 352,85/saca de 60 kg e avanço de 0,29% no dia. O tipo 7/8, bica corrida, ficou em R$ 341,74/saca, elevação de 0,32% na mesma comparação – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo. 

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