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Volume exportado está menor, mas Dólar eleva em 20% receita na parcial da safra


As exportações de café voltaram a crescer em agosto, mas o total embarcado nesta safra 2015/16 (julho e agosto) ainda está inferior ao do mesmo bimestre do ano passado, quando a quantidade foi recorde. Essa diminuição se deve a um certo atraso na colheita de arábica em muitas regiões brasileiras, em função do clima desfavorável e à maturação mais tardia. No entanto, a receita em Reais com as vendas externas de café verde na parcial desta safra já supera em quase 20% a de igual período de 2014, puxada pela forte valorização do dólar.

O ligeiro aumento nos embarques em agosto marca o início do período mais intenso de cumprimento de contratos. Conforme levantamentos do Cepea, grande parte das entregas de contratos fechados no correr da safra deve ser feita a partir de setembro – produtores, inclusive, já vêm separando o produto para isso. Por outro lado, o elevado volume de grão miúdo limita a formação dos lotes para exportação.

Segundo o CeCafé (Conselho de Exportadores de Café do Brasil), foram embarcadas 2,536 milhões de sacas de 60 kg de grãos verdes em agosto, 0,37% a mais que em julho. Os 5,06 milhões de sacas acumuladas na temporada representam queda de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita obtida com os envios de café verde soma US$ 817 milhões, equivalentes a R$ 2,752 bilhões. Em dólar, observa-se recuo de 20,62% frente ao mesmo período de 2014, mas, em moeda nacional, há ganho de 19%.

Ao serem considerados os embarques totais (grãos verdes, torrados e moídos), o Cecafé aponta 2,844 milhões de sacas de 60 kg na parcial desta safra, 7,2% a menos que nos mesmos meses da safra anterior. O preço médio (FOB) do agregado de produtos é de US$ 161,34/saca na parcial da safra, recuo de 13,83% na mesma comparação. Em Reais, no entanto, a média é de R$ 540,71/saca, significativamente superior (33,6%) à do mesmo período do ano passado (de R$ 404,59).

Na última semana, a comercialização de arábica e de robusta esteve em ritmo lento no mercado doméstico, devido, principalmente, aos feriados em importantes praças (dia 7 foi feriado nacional e dia 8, em Santos/SP e em Vitória/ES). Na segunda-feira, 14, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, fechou a R$ 458,96/saca de 60 kg, aumento de 2,72% em relação à terça-feira, 8.

Já na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato de arábica com vencimento em dezembro fechou a segunda-feira a 120,2 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,66% em relação ao dia 8. A moeda norte-americana fechou a R$ 3,819 na segunda, estável no balanço do período.

O Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 336,95/saca de 60 kg na segunda-feira, alta de 2,21% em relação ao dia 8. O tipo 7/8 bica corrida finalizou a R$ 326,22/saca na segunda, valorização de 1,57% no mesmo período – ambos a retirar no Espírito Santo.

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