Produtores são premiados pelos melhores cafés depositados na Cocatrel, na safra 2019/2020

Atualizado: 31 de Out de 2019

Cooperativa inova ao criar sistema que liga o consumidor diretamente ao produtor e ainda poderá gratifica-lo financeiramente


Na tarde de terça-feira, 30 de outubro, a Cooperativa dos cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) realizou a premiação dos Melhores Cafés da safra 2019/2020, na Pousada Travessia. A décima edição do evento coroou a dedicação e o emprenho dos produtores que tiveram os 12 melhores lotes de cafés dentre as mais de 45 mil amostras recebidas pela cooperativa.


“2019 foi um ano difícil, de preços baixos para o café e atípico em relação à qualidade, mas são nesses momentos que a cooperativa precisa atuar, prestando serviços eficientes e buscando alternativas para remunerar melhor os cooperados. Estamos extremamente orgulhosos por realizar esse evento e premiar esses 12 produtores, que produziram excelentes cafés, resultado de muito esforço, trabalho e, principalmente muito amor pela cultura do grão”, afirma Marco Valério Brito, presidente da Cocatrel.


A Cocatrel possui um setor exclusivo para exportação de cafés finos e especiais, o Cocatrel Direct Trade (CDT), que tem como objetivo orientar o produtor, identificar e promover seus cafés ao redor do mundo. Gabriel Miari, coordenador do CDT, mostrou o crescimento das exportações e os expressivos números em relação aos cafés especiais. “A Cocatrel tem buscado consistência nos negócios e investido no relacionamento com seus clientes, que estão localizados nos principais países importadores do mundo. Esse bom relacionamento, a segurança, a eficiência e a pontualidade nos embarques e nas entregas, têm conquistado a confiança de importantes empresas, como as japonesas, que costumam pagar bons preços pelos nossos cafés”, explica.


Promoção e inovação


A Cocatrel separou algumas sacas dos cafés premiados para fazer a promoção dos produtores e também desses cafés, que serão comercializados em embalagens personalizadas, constando nome e origem de cada um.


A cooperativa inova ao trazer na caixinha dos cafés, um QR code que, quando lido, levará o consumidor a uma página contendo toda a história do produtor e também a rastreabilidade dos cafés.



A Cocatrel fará o lançamento e promoção de dois dos melhores cafés por mês, que estarão disponíveis na loja online da cooperativa e também na Cafeteria Cocatrel. Cada produtor terá participação de R$10 reais na venda de cada embalagem contendo seu próprio café.


Valorize o produtor


A grande inovação da Cocatrel chega através de um sistema de gratificação em dinheiro, do consumidor ao produtor. Além de fazer a ligação entre as duas pontas da cadeia do café, as pessoas que experimentarem e gostarem daquele café, poderá entrar na página dele, clicar no botão "valorize o produtor" e gratificá-lo com qualquer quantia em dinheiro, que será depositada diretamente em sua conta.


“Quando fazemos um trabalho dedicado, cuidando da colheita do café, desejamos ter um café bom, mas eu não esperava que chegaria a tanto. Estou extremamente feliz, orgulhoso e agradecido por meu café ter sido tão bem comercializado pela Cocatrel”, diz Denilson Antônio Costa, de Ilicínea, que teve seu café vendido ao mercado japonês por R$1.773 reais a saca.


Importante frisar que, através da Universidade Cocatrel e também do Cocatrel Direct Trade, a cooperativa vem fazendo um trabalho expressivo de capacitação de produtores, com cursos de cafés especiais, visitas às propriedades e todo auxílio necessário, principalmente relativo à pós colheita.


Segundo Marco Valério, “essa premiação vem para fechar com chave de ouro o ciclo da safra, evidenciando o trabalho da cooperativa e também do produtor, para mostrar que é possível produzir cafés de altíssima qualidade e ainda conectar o nosso cooperado ao mercado externo, remunerando-o cada vez melhor. Esse é o papel da Cocatrel”.


Conheça os 12 premiados:


Afonso Pinto- Fazenda Olhos d'Água- Nepomuceno – MG

Variedade: Catuaí Vermelho

Altitude: 980m

Afonso, desde os 11 anos trabalhou em fazendas próximas de sua casa. Com o tempo, ele aprendeu a cuidar das colheitas e a secar o café no pátio. No ano de 2004, Afonso comprou sua pequena fazenda. Com a ajuda da esposa e dos dois filhos, hoje eles cuidam das plantações de café com muito cuidado, pensando em melhorar a qualidade dos lotes todos os dias. A fazenda Olhos d'Água possui uma grande área de preservação ambiental. Afonso e sua família estão sempre procurando melhores maneiras de pós-colheita e, assim, garantir uma boa qualidade nos cafés.

Seu café tem características: doce e frutado, com notas de uva passa e melaço de cana.


Agostinho de Fátima Marcelino- Fazenda Curralinho- Três Pontas – MG

Variedade: Mundo Novo

Altitude: 970m

Quando criança, o Sr. Agostinho ajudou seus pais nas lavouras de café da fazenda onde trabalhavam. Desde então, ele é apaixonado por café e, quando se casou, decidiu comprar uma pequena fazenda para cultivar seu próprio café. Ele realmente gosta de trabalhar em seus micro lotes, pós-colheita, usando vários métodos de preparação. Ele também cria vacas leiteiras com a ajuda de sua família.

Seu café tem características: doce e frutado, com notas de frutas amarelas e limão, lembrando também cana de açúcar.


Carlos Henrique Teodoro- Fazenda Serrano- Ilicínea - MG

Variedade: Paraíso MG2

Altitude: 1045m

Quando ainda criança Carlos Henrique já observava seu pai trabalhar nas lavouras de café. Com o passar dos anos, ele foi crescendo e, junto com seus irmãos, começou a ajudar seu pai na administração da propriedade da família. Carlos Henrique foi adquirindo experiência e, com muito esforço e trabalho, comprou sua pequena fazenda. Ao longo dos anos, ele está buscando novas técnicas de cultivo, melhoramento de pós-colheita e qualificação profissional - visando sempre a produção de lotes de café de altíssima qualidade.

Seu café tem características: doce e frutado, com notas de frutas maduras, como pêssego em calda.


Denilson Antônio Costa- Fazenda Furnas- Ilicínea - MG

Variedade: Arara

Altitude: 1100m

Denilson trabalha com café desde a infância quando ajudava seus pais na fazenda. Em 1995, ele decidiu plantar suas primeiras lavouras de café, mas não obteve bons resultados e desistiu de tudo. Ele se mudou para uma região próxima e começou a trabalhar com vendas de tecidos. No entanto, em 2015, ele uniu forças com seus irmãos William e Denis e decidiu comprar um pequeno pedaço de terra. A família está muito satisfeita com os resultados e a qualidade do café que produz. Pouco a pouco, eles estão reorganizando a estrutura da fazenda e melhorando a produção dos grãos.

Seu café tem características: bastante doce, com notas de frutas maduras, remetendo a goiabada.


Eduardo Henrique Barbosa- Fazenda Serra Nova- Ilicínea - MG

Variedade: Topázio

Altitude: 1250m

Enquanto viajava pela comunidade de Serra Nova em 1957, o Sr. Barbosa, avô de Eduardo Barbosa, ficou encantado com a região e percebeu que lá ele poderia produzir um ótimo café, além de ser um bom lugar para criar seus cavalos. Decidiu estabelecer-se lá. Ele começou a cultivar seus primeiros pés de café e milho, comprou algumas vacas leiteiras e cavalos. Atualmente, a fazenda é administrada por seu filho Roberto Barbosa e seus netos, Eduardo e Vinicius Barbosa. Eles usam os melhores métodos do mercado para produzir café de alta qualidade.

Seu café tem características: doce e frutado, com notas de melaço de cana.


Fábio Araújo Reis- Fazenda do Salto- Carmo da Cachoeira - MG

Variedade: Bourbon Amarelo

Altitude: 1230m

Doutor Fábio, como é conhecido, gosta de cultivar café há muito tempo. Ele teve seu primeiro contato com o café quando ainda era bem jovem. Frequentou a Faculdade de Medicina e, mesmo na universidade, Fabio dedicou-se à produção de café. Hoje, a Fazenda do Salto é administrada por Fabio e seus filhos. Eles estão sempre se esforçando para produzir café de qualidade, buscando a excelência. Fabio está sempre ciente da importância das questões de sustentabilidade, ambientais e sociais.

Seu café tem características: frutado licoroso, que remete à uva e vinho.


Francis Figueiredo Oliveira - Fazenda Santa Margarida - Três Pontas- MG

Variedade: Mundo Novo

Altitude: 900m

Francis Figueiredo Oliveira é casado com Juliana e tem 2 filhos, Elisa e Fábio. Ele é engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Lavras, em 1993. Desde então dedica-se à Fazenda Santa Margarida, em Três Pontas. A propriedade foi herdada de seus avós maternos, Urbano Garcia de Figueiredo Neto e Juvendyra Correa de Figueiredo. Há 25 anos Francis dedica-se à renovação de plantações antigas, além da formação e plantio de novas áreas. Seu objetivo é a produção de café natural, procurando agregar qualidade em todas etapas, até o produto final.

Seu café tem características: doce, floral e frutado, com notas de melaço de cana.


Gilberto Augusto Basílio- Fazenda Zaroca- Três Pontas- MG

Variedade: Bourbon Amarelo

Altitude: 1180m

A fazenda Zaroca no ano de 1915 era conhecida como fazenda Jararaca e pertencia à dona Maria Brito, avó de Gilberto. Naquela época, a produção de café era muito baixa, devido à grande dificuldade das máquinas agrícolas caminharem nas plantações de café da montanha. Após a morte de Dona Maria, a fazenda foi abandonada por algum tempo e, em 2015, Gilberto decidiu retomar e iniciar uma nova gestão. Quando assumiu a fazenda, ela passou a se chamar Zaroca. Gilberto começou a plantar novas lavouras, com melhores variedades para a produção de cafés especiais. Ele plantou muitas árvores, recuperou a fonte de água e investiu em infraestrutura e novas máquinas agrícolas. Gilberto foi um dos finalistas o “Cup of Excellence” deste ano e está na busca contínua pela excelência na produção de cafés especiais.

Seu café tem notas bem marcantes de frutas vermelhas e uva.


João Paulo França- Sítio Danta - Ilicínea- MG

Variedade: Mundo Novo

Altitude: 1250m

O pai de João Paulo França, Sr. Lázaro França, era muito apaixonado por café e sempre incentivou e mostrou a João Paulo como é gratificante trabalhar com esses grãos. Quando criança, João viu o pai trabalhando nos campos e se perguntou como poderia melhorar a qualidade do café. Após a morte de seu pai, João Paulo começou a administrar a fazenda. Nos meses de julho a outubro, quando a colheita acontece, João Paulo conta com a ajuda de seu irmão Marcos França. Todas as colheitas são feitas manualmente, porque as plantações de café estão nas montanhas, e o acesso para máquinas agrícolas para a colheita e transporte do café é muito difícil. O processamento do café é feito por via seca (natural), pois na fazenda João Paulo não possui lavadora e separadora de café e, pensando em um café de qualidade, João Paulo colhe seletivamente, priorizando os grãos muito maduros. O transporte para o pátio de secagem é feito em uma pequena motocicleta. João Paulo cuida da colheita com muito carinho e está sempre em busca de cafés de excelente qualidade. Ele está muito feliz com o legado que seu pai o deixou na produção de cafés especiais.

Seu café tem características: bastante doce, com notas de morango.


José Carlos dos Reis- Fazendinha Nossa Sra. Aparecida- Três Pontas- MG

Variedade: Acaiá

Altitude: 970m

A produção de café começou na Fazenda Rancho Grande em 1933, quando o Sr. Aneite Reis herdou 5 hectares de lavouras. A fazenda desenvolveu e aprimorou suas técnicas de produção ao longo do tempo, por meio de muito esforço e dedicação de seus gestores. Hoje a fazenda é administrada por José Carlos dos Reis e seu filho Flávio Reis. A missão da fazenda é produzir café da mais alta qualidade, sem negligenciar a importância de proteger o meio ambiente e cuidar do bem-estar de seus funcionários. Seu objetivo final é continuar melhorando a qualidade do café visando a satisfação do consumidor.

Seu café tem notas bem marcantes de frutas vermelhas e vinho, lembrando também fumo de rolo.


Lucas Natanael Moreira - Fazenda Estreito - Ilicínea - MG

Variedade: Arara

Altitude: 1160m

Quando Lucas entrou na faculdade, ele pensou que nunca mais iria trabalhar com café. Mas, depois de sua formatura, Lucas decidiu passar algum tempo na fazenda com seus pais, e sua paixão por produzir cafés especiais o fez abandonar a Engenharia Mecânica e concentrar-se no cultivo de café. Durante os meses de colheita na fazenda Estreito, Lucas ajuda o seu pai Antonio e outros dois colaboradores. A colheita é feita manualmente, porque as plantações de café ficam em altas inclinações, e o transporte de todo o café é feito por um pequeno trator que Lucas possui na fazenda. Todo processo de pós-colheita é feito via seca. Nos primeiros 3 dias após a colheita do café, Lucas deixa o café secar no pátio e os leva a um secador, que é abastecido com lenha. Lucas produz café especial desde 2016 e está cada vez mais motivado a buscar excelência e reconhecimento por seu trabalho.

Seu café tem características: doce e frutado, com notas de limão.


Pedro Luiz Damasceno- Sítio Três Irmãos - Ilicínea - MG

Variedade: Mundo Novo

Altitude: 1000m

Pedro Luiz Damasceno nasceu na fazenda Três Irmãos e desde muito jovem já acompanhava o pai nas fazendas de café, sempre aprendendo a cultivar. Depois de um tempo, Pedro casou-se com dona Joana e, juntos, eles continuaram trabalhando na fazenda – onde estão até hoje. Ao longo dos anos, eles organizaram a propriedade, cultivaram mais plantas de café e melhoraram o pátio de secagem. A fazenda Três Irmãos possui uma grande área de preservação ambiental, com fauna e flora muito preservadas. Pedro está se tornando cada vez mais entusiasmado na produção de cafés especiais e busca a excelência a cada ano.

Seu café tem notas bem marcantes de frutas cítricas e um pouco amadeirado.





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