Janeiro de 2022: mercado segue firme com preços médios superiores ao do melhor mês de 2021

Janeiro de 2022: mercado segue firme com preços médios superiores ao do melhor mês de 2021

Observando-se o gráfico do mercado durante o mês de janeiro de 2022, pode-se notar claramente a figura conhecida como ombro-cabeça-ombro. Essa situação ocorre porque as duas semanas do meio do mês apresentaram preços acima de R$ 1.500 a saca de 60 quilos e foram precedidas e seguidas por cotações inferiores. Assim, a primeira e a quarta semana formam os ombros da figura, enquanto as semanas intermediárias formam a cabeça.

Na bolsa de Nova Iorque, vencimento março, tirando-se o primeiro dia útil do mês, que foi o de cotação mais baixa (223,30 c/lb), o mercado oscilou entre 230 e 245 c/lb. No mercado físico, os preços de um COC 3 (bebida dura com 10 % de catação), foram negociados no intervalo de R$ 1.465 e R$ 1.515, tendo como exceção o dia 3, que apresentou cotação de R$ 1.425.

O preço médio da primeira semana foi de R$ 1.471. A segunda e terceira semanas apresentaram cotações médias acima de R$ 1.500, sendo cotadas, respectivamente a R$ 1.502 e R$ 1.508. Houve queda para a quarta semana, que apresentou cotação média de R$ 1.479. O dólar oscilou entre R$ 5,69 e R$ 5,31, tendo cotação média de R$ 5,53.

Desse modo, a cotação média de janeiro de 2022 ficou em R$ 1.490, acima da cotação média de dezembro de 2021, que se apresentou em R$ 1.450, sendo essa a cotação média mais alta do ano passado. As principais notícias do mês foram a divulgação do primeiro levantamento de safra da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento e a apresentação dos números de exportação de café do Brasil, realizada pelo Cecafé – o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

Para a Conab, o Brasil deverá colher 55,7 milhões de sacas em 2022, o que representaria um aumento de 16,8% em relação à colheita de 2021, estimada em 47,7 milhões de sacas. Por sua vez, o Cecafé mostrou que as exportações do país atingiram 40,37 milhões de sacas de 60 quilos, representando 9,7% de redução em relação às exportações de 2020. Ainda assim, o resultado foi considerado positivo sendo o terceiro maior volume já exportado pelo país. Isso em função dos problemas logísticos que ocorreram durante todo o ano de 2021 e que prejudicaram, de forma geral, o comércio internacional.

Comunicação Cocatrel

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