Maio de 2021: Mercado segue em alta e supera abril como melhor mês do ano para os preços do café

Com a previsão de quebra de safra no Brasil acompanhada de baixo volume de chuvas e ainda tendo o problema logístico na Colômbia, que já dura um mês, os preços de café em maio de 2021 superaram os registrados em abril, fazendo com que o mês termine como o melhor do ano para os preços de café. 

A primeira semana de maio apresentou alta em relação à última semana de abril, que foi a melhor semana do mês, que até então havia sido o melhor do ano para os preços de café. Nova Iorque fechou em média a 147,50 c/lb no vencimento julho, o que refletiu nos preços pagos ao produtor pela cooperativa, que ficaram na média semanal de R$ 821 reais a saca, para o padrão tipo 6. Esses preços representaram alta significativa em relação à quarta semana de maio, quando o mesmo tipo de café foi negociado a R$ 792. A média do mês de abril foi de R$ R$ 755.

A segunda semana foi de continuidade. Nova Iorque fechou com média de 147,20 c/lb, e com dólar em pequena queda (de R$ 5,35 para R$ 5,26), os preços pagos pela cooperativa mantiveram-se no nível de R$ 821.

A terceira e quarta semana foram de alta. Nova Iorque trabalhou com médias de 150 c/lb e 154 c/lb para o vencimento julho. Isso significou uma alta acumulada de 700 pontos em relação à primeira semana. No mercado físico, os preços subiram para R$ R$ 837 e R$ 861 nas médias das respectivas semanas.

De fato, os preços seguem uma curva crescente. Saíram de 140,25 c/lb no primeiro dia do mês e terminaram a 162,35 c/lb, uma alta de 2.200 pontos. No mercado físico a alta foi de R$ 95 reais, passando de R$ 796 para R$ 891 entre o primeiro e o último dia do mês. Uma análise dos preços médios do mês de maio de 2021 comparado ao mês de abril mostra que houve evolução de R$ 80 reais, já que passou de R$ 755 (abril) para R$ 835 (maio).

Embora alguns especialistas esperem por um movimento de realização de lucros, que provocaria uma baixa nos preços, pelo menos no curto prazo, o que percebe-se é um mercado firme, que apresenta suporte na estimativa de redução da oferta global de café em função da quebra de safra brasileira, somada a um novo problema de falta de chuva e também em função dos problemas enfrentados pela Colômbia, que tem seus embargues paralisados a quase um mês em função de protestos, confrontos e bloqueios nas estradas.

A Conab e o IBGE divulgaram seus levantamentos para a safra brasileira de 2021. A Conab espera que o país colha 49 milhões de sacas, o IBGE previu safra de 46,7 milhões de sacas. Enquanto o mercado segue em alta, os poucos produtores que ainda têm café de 2020 seguem fazendo vendas e produtores que aguardam a safra 2021 seguem fazendo vendas futuras para os anos de 2022 e 2023, já que cada vez mais, entendem a necessidade de garantir bons preços para as safras futuras.

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