Transformando a estratégia em tarefa de todos

Tão importante quanto planejar a estratégia e criar indicadores de controle é assegurar a execução da estratégia. Para isso, é fundamental que os funcionários entendam coma a estratégia relaciona-se de fato com o seu dia a dia. Em síntese, é preciso transformar a estratégia em tarefa de todos.    

Cada funcionário, esteja ele no nível estratégico, tático ou operacional precisa compreender a estratégia. Não dá mais para realizar tarefas e atividades sem entender que essas fazem parte de um todo. A verdade é que as várias funções desempenhadas individualmente ou em equipes são conectadas, sejam com outras funções do mesmo departamento, sejam com funções de outros departamentos. Por isso, o pensamento precisa ser de integração. As pessoas precisam estar alinhadas com a estratégia. 

Empresas existem para resolver problemas. Apresentar soluções para atender necessidades e desejos de um determinado público. Essas soluções dependem de uma série de atividades e não de uma. Assim, fazer a sua parte não garante o sucesso. É preciso se preocupar com a solução completa e isso passa pela compreensão de que as funções isoladas fazem parte de uma cadeia de atividades integradas que juntas precisam atender a um desejo, ou solucionar um problema. 

Para que esse alinhamento dos colaboradores com a estratégia possa ocorrer, três processos são vitais: comunicação e educação; desenvolvimento de objetivos pessoais e de equipes; e sistemas de incentivos e recompensas. 

A comunicação e educação têm como propósito criar a consciência estratégica. Os funcionários precisam compreender a estratégia; só assim poderão contribuir para a sua implementação. E estudos mostram que organizações com bom desempenho possuem duas características chave: 1) os empregados têm boa compreensão das metas organizacionais gerais; e 2) Os gerentes, coordenadores e supervisores são comunicadores altamente eficazes. Juntamente a compreensão da estratégia, é necessário educar a organização sobre os sistemas de mensuração e gerenciamento da estratégia e gerar feedbacks que possam gerar ações corretivas visando o melhoramento contínuo em direção às metas. 

O desenvolvimento de objetivos pessoais e de equipes é o segundo passo. É por meio das definições de objetivos que os funcionários entendem como poderão contribuir para os resultados estratégicos. Cabe aos gerentes ajudar na definição de metas individuais e em equipe que estejam vinculadas aos objetivos macro. É a partir dai que surgem as iniciativas estratégicas que compõem os planos de ação. 

Por fim, é preciso desenvolver sistemas de incentivos e recompensas. É conectando remuneração com resultados que se cria a busca “implacável” por metas. Aqui vale algumas considerações: 1) é fundamental que existam indicadores objetivos e de qualidade e relevância, sejam individuais e/ou de equipe. 2) É vital que sejam realizadas reuniões para medir os resultados, avaliar o desempenho, discutir ações corretivas e, também metas de desempenho. Isso tudo visando o êxito estratégico.

Lucio Caldeira

Lúcio Caldeira é professor, palestrante, consultor e escritor, atuando nas áreas de Marketing e Gestão Estratégica. É autor dos livros: A Guerra do Café; Revoluções no Café; e Batalhas do Futebol. Atua como comentarista do programa de TV - Café com TV, com os blocos – “Palavra do Especialista” e “Café e Cultura” da TV Alterosa/SBT, e é colunista da Revista Cocatrel, com as colunas: Opinião; “E por falar em Café” e “Mercado do Café”. Professor no Unis, é formado em Administração, especialista em Finanças, Mestre em Estratégia e Doutor em Marketing.

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